Quanto mais o tempo passa, mais me afasto da idéia utópica de ser a mim mesmo. Eu, incongruência intrínseca, chumaço de experiências falhas e desejos não realizados; mistura desordenada de encontros miseráveis e desencontros surpreendentes, multicoloridos ao longo de um caminho torto que hoje se debruça calado na janela, esperando o famigerado Feliz Aniversário do menino que não moro mais em mim. Quanto mais o tempo passa, menos felicidades nos muitos anos de vida. Outra vez vinte e três do seis, quem posso eu culpar?